Entre promessas como vinho canalizado em todas as casas portuguesas, Ferraris para todos, estacionamento gratuito porque já está “farto da EMEL” e o clássico lema “Só desisto se for eleito”, o Candidato Manuel João Vieira @enapa.2000 voltou a fazer aquilo que sempre fez melhor: mostrar o ridículo do sistema expondo o nosso próprio ridículo enquanto espectadores.
O humor sempre teve esta função política: furar balões de poder, expor o rei nu, desmontar o medo. Da comédia de Aristófanes às piadas que derrubaram ditaduras, o riso sempre foi uma arma contra narrativas inflamadas e líderes que se levam demasiado a sério.
E mesmo no meio do absurdo, Vieira deixou avisos sérios: o perigo do fascismo, o aquecimento global ignorado, a falta de afeto na política. Chamou-se “extremo-centro” e disse que o que promete é amor. À sua maneira, devolveu-nos clareza num país cansado de discursos dramáticos.
O humor educa sem moralizar e liberta sem gritar. Não precisamos de votar no humor.
Mas talvez devamos votar depois de ver a realidade com esta lente mais lúcida.
Afinal… quem revela mais verdade? O político “sério” ou o candidato que expõe o absurdo dizendo que é absurdo?
E é precisamente por isso que a sátira importa: porque nos lembra que há escolhas reais para além do teatro. Hoje, existe uma alternativa que rompe com o sistema não através da caricatura, mas através da transparência, da racionalidade e da liberdade individual: @joao_cotrim_figueiredo
Ele não surge como salvador nem profeta do apocalipse. Surge como contraponto ao ruído, como alguém que desafia o Estado pesado, a política fechada sobre si própria e a ideia de que “não há outra forma”.
O voto útil não é votar em quem grita mais alto.
É votar em quem nos devolve a capacidade de pensar por nós.
Num país onde até a sátira já parece mais lúcida do que muitos “discursos sérios”, talvez valha a pena perguntar: que mudança queremos realmente ver? E quem é que, de facto, está disposto a fazê-la acontecer?
